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Qual é a importância de a estratégia corporativa chegar ao chão da fábrica ou na Base da operação.

16/12/2016

Todas as empresas de uma forma ou de outra possuem uma estratégia organizacional. Ela é representada por planos de desenvolvimento e de crescimento.

Tudo isso traduz a visão do negócio. Nela estão os desejos e anseios de seus gestores e/ou de seus acionistas, em relação ao crescimento, estabilidade, manutenção ou aumento da competitividade. Aqui reside a busca constante em atender as expectativas dos seus clientes.

Neste sentido, tais planos podem ser traduzidos como definidores de imperativos e de projetos e/ou iniciativas estratégicas da empresa.

Grande parte dessa estratégia organizacional está apenas na cabeça dos gestores. É utilizada por eles para nortear as decisões do dia a dia.

Ela serve para orientar a equipe de liderança da empresa sobre os melhores caminhos e as melhores decisões. Resoluções essas que, se tomadas hoje, irão produzir os resultados esperados muitas vezes a médio ou longo prazo.

Barreiras à execução

Vários são os paradigmas que orientam a não democratização das informações chave dentro da organização.

Um deles, e bem forte, é a questão da confidencialidade e proteção da propriedade intelectual.

Em outras circunstancias, a estratégia organizacional não é divulgada pelo receio de habilitar gestores de níveis hierárquicos menores a tomarem decisões fora do tempo e do momento correto.

Isso pode ocorrer simplesmente porque passam a ter conhecimento do desejo da alta direção em promover determinadas mudanças ou melhorias. Seja ela de processo ou organizacional.

Por outro lado, as grandes corporações têm a necessidade de apresentar aos acionistas os resultados financeiros mensais e seus indicadores de desempenho e gráficos de tendência.

Eles demonstram o quanto as metas definidas no plano operacional ou budget, estão sendo atingidas, preenchendo as expectativas dos gestores com transparência.

Muitas das vezes, as empresas de capital aberto, necessitam de produzir estes relatórios. Estes são auditados e posteriormente divulgados ao mercado aberto de ações. Cumpre-se assim a exigência de prestação de contas aos acionistas.

Em geral, os demonstrativos financeiros são parte fundamental da estratégia organizacional e guiam as empresas para a gestão por resultados.

No entanto, o demonstrativo de resultado é o final do processo empresarial e consequência de todas as ações dos demais setores da organização.

Departamentos estes que por sua vez devem também ser monitorados, para garantir que indicadores como;

  • Serviço ao cliente
  • Gestão da logística e dos estoques
  • Qualidade
  • Tempo de entrada no mercado com novos produtos e serviços
  • Entrega de produtos e serviços
  • Segurança e impactos ambientais
  • Evolução de programas de sustentabilidade
  • Eficácia da área de compras e de manufatura, etc.

Muitas empresas possuem os indicadores acima e os utilizam para medir a performance dos gestores e suas equipes na jornada de entrega de resultados.

Em muitos casos, eles nem chegam ao conhecimento do chão da fábrica ou da base da operação, por diversos motivos.

Executando a estratégia organizacional

Na metodologia da Blindagem de Processos, nós defendemos a importância destes indicadores de performance serem estratificados dentro da estrutura da companhia.

Acreditamos que só assim eles se tornam visíveis e de fácil entendimento na base da pirâmide. Veja na figura abaixo;

execução da estratégia organizacional top down

Muito mais do que se tornarem visíveis. Defendemos que esses sinalizadores passem a ser usados para impulsionar a melhoria de performance diária de cada time operacional.

Não se trata de disponibilizar estes gráficos coloridos e bonitos nos diversos painéis de “gestão à vista”. Muito menos de poder mostrar para as “visitas” o nível de organização e de comunicação no processo de gestão da operação.

Os indicadores corretos e bem estratificados, devem servir de referência interna traduzida em metas a serem entregues pela equipe do setor.

Eles devem ser utilizados como índices do quanto eficaz esta equipe está entregando a estratégia da organização, no seu nível de atividade.

Neste contexto, tais indicadores servem para os colaboradores se orientarem e entenderem o quanto estão alinhados com as metas e com os KPIs, no seu dia a dia de trabalho.

Mas como deve ser gerido este processo dentro dos diversos times de trabalho? Que ferramentas a equipe deve utilizar para analisar os gaps?

Gerindo os processos

A resposta é evidente. É preciso entender a causa raiz do problema que está impedindo de a meta ser atingida.

Só a partir daí que, em equipe, pode-se identificar as possíveis soluções que irão resolver completamente a questão, fazendo a operação fluir.

Mais até do que isso, permite avaliar com o passar dos dias, se a solução encontrada teve a aderência necessária.

Portanto, após a sua implementação, fazem os indicadores estacionarem em um novo e melhor patamar.

Este é o famoso ciclo da melhoria contínua e exemplifica o típico uso do PDCA no dia a dia. É não deixar para amanhã o que pode ser resolvido hoje, pois amanhã, novos problemas virão.

Este processo bem conduzido, introduz na gestão, a cultura e a rotina do executar. Implementa o método de avaliação e análise de problemas.

Além disso, capacita e empodera (empowerment) a base da pirâmide em suas decisões do dia a dia.

A lógica efetivamente democratiza o poder decisório e torna a operação auto-sustentável, menos dependente de terceiros, para fazer acontecer.

Ademais, permite que as equipes entendam como podem contribuir para os resultados estratégicos diariamente. Promovendo assim o engajamento no processo de atingir desafios e vencer metas em equipe.

A metodologia da Blindagem de Processos, através das ferramentas da produção enxuta, a transformação da cultura e o realinhamento do perfil de liderança propicia a utilização de um método de execução que traz consigo disciplina e organização.

Dessa maneira, as pessoas entendem suas responsabilidades, aprendem a tomar decisão focadas em uma efetiva geração de resultados, no dia a dia.

Trabalho em equipe

Tudo isso só é possível com a efetiva participação e engajamento de todos os colaboradores e o forte apoio da alta direção, demostrado com atitudes e com participação efetiva.

Um dos grandes resultados deste processo, é a criação de uma equipe vencedora. Esse time que melhora resultados todos os dias. Ele cresce e aprende coisas novas se tornando seus membros pessoas melhores e mais produtivas.

Henry Ford, na sua época já dizia;

“Você poderia tirar de mim as minhas fábricas, queimar os meus prédios, mas, se me der o meu pessoal, eu construirei, outra vez, todos os meus negócios”

O que torna a sua empresa competitiva e lucrativa, são as pessoas que a compõem. São as diversas equipes que; unidas, treinadas, comprometidas e alinhadas com a estratégia organizacional, tornam possível a efetiva jornada rumo a excelência operacional.

Luiz Claudio Mattos

Sócio fundador

Blindagem de Processos